São Paulo dos corredores de rua

Padrão
São Paulo dos corredores de rua

São Paulo, 19 de outubro de 2014

Para quem gosta de corridas de rua, o domingo é sempre um dia de desafios para os que vivem na cidade de São Paulo. É o momento de por em prática tudo o que cada pessoa treinou durante a semana, utilizando uma das diversas corridas de ruas oficiais que acontecem na cidade. Praticamente todos os domingos do ano existem ao menos uma corrida de rua na cidade. Já houve casos de 6 corridas acontecerem simultaneamente e todas com bastante público. Por isso, aproveitando a sede de competitividade típica do paulistano (em todos os sentidos) e aliando a 2 importantes corridas neste dia 19, a Maratona de São Paulo e a M 5K (corrida feminina do McDonald’s), os desbravadores de Sampa entraram em ação para mostrar o clima dessas corridas passando pelo local de largada da primeira e de chegada da segunda, entre o parque do Ibirapuera e o centro da cidade. Read the rest of this entry

Este tal 9 de julho…

Padrão

9 de julho, feriado em São Paulo. Essa data marca o início de um confronto armado envolvendo o estado de São Paulo. Isso aconteceu em 1932 e durou cerca de 2 meses, levando o estado à derrota. Por esse motivo e para homenagear os ex-combatentes e os mortos em batalha, criou-se o feriado de 9 de julho cujo objetivo é fazer com que seu povo se lembre dos que participaram deste combate. Por isso, o desbravamento de hoje objetivou buscar lugares, símbolos e alguns outros detalhes na cidade de São Paulo que remetessem a essa data. Existem demasiados símbolos que a homenageiam mas escolhemos 5 para percorrer e conhecer pessoalmente:

• Ruas do Butantã (M.M.D.C, Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo);

• Símbolo em homenagem ao MMDC;

• Avenida 9 de Julho;

• Faculdade de direito do Largo São Francisco;

• Av. 23 de Maio;

• Obelisco do Ibirapuera.

Read the rest of this entry

O Trânsito parou. E agora?

Padrão
O Trânsito parou. E agora?

O trânsito parou completamente. Ninguém mais vai à diante e sequer pode voltar. Não se chega ao trabalho e muito menos em casa. Quando se chega ao desespero total, é hora de repensar a cidade, suas vias, meios de transporte, enfim, sua locomoção no dia-a-dia. É um pouco disso que o documentário “Pedais Pensantes” mostra. A bicicleta pode ser a grande salvação para a cidade de São Paulo. Confira.

“Pedais Pensantes” from Tamago on Vimeo.

Subidas, quem as teme?

Padrão

Como a grande maioria dos corredores, também nunca fui um grande entusiasta de subir morro acima. São condições adversas à nossa comodidade, isso quando comparado a uma corrida no plano. O esforço que uma subida exige de nós corredores, tanto físico como mental, é absurdo, a ponto de nos levar a ter o pensamento clássico: “o que é que estou fazendo aqui?”

Devido a algumas dificuldades de se ter um bom parque próximo de casa para a prática da corrida, sempre busquei treinar em uma região que não fosse tão longe, mas sempre buscando variar os percursos. Em uma dessas buscas tive a grata felicidade de chegar a uma avenida relativamente tranquila, com uma distancia de 1,5k. Seu grande desafio é que dentro de suas limitações há um excelente circuito com uma subida de aproximadamente 500 metros. Sendo um percurso de vai e vem nesse local, o óbvio é que depois de uma longa subida, descerá, o que não é tão fácil como muitos pensam pelo fato de que o desgaste acaba sendo maior. Apesar disso, posso garantir com experiência de causa que, no inicio dos treinos neste ambiente é terrível. Mesmo depois de acostumado, existe a dificuldade, mas com o condicionamento físico torna-se suportável. E com certeza hoje vejo uma subida como aliada e não adversária pois me ajudou muito na melhora de força, potencia e a resistência. Ajudou a calcular e manter o ritmo.

Para mim é ótimo treinar em subidas e funciona perfeitamente. Consigo subir sem pensar somente na dificuldade, mas no prazer de chegar em seu cume com um sentimento de vitória e superação. A dica que ofereço é que o ideal seria intercalar ao menos um dia da semana com um treino em subidas para não sofrer demais quando elas aparecem nas provas. Por isso não vale reclamar: elas virão, gosto você ou não. Para encará-la, o negocio é seguir a cartilha básica, inclinar levemente o corpo para frente, encurtar os passos e, como nunca, dar preferência para entrada de ante-pés nas passadas, não esquecendo de se concentrar no final da subida e soltar um sorriso ao atingi-lo. Vamos encarar uma subida com prazer e determinação, com certeza você vai gostar do resultado. Ótimos treinos e muitos sorrisos para o final de sua subida.

DSC085381

 

Jefferson Thosi treina em subidas de segunda a segunda na região da Avenida Osvaldo Aranha, na zona sul de São Paulo

Correndo livremente em São Paulo

Padrão

destAntes de iniciar o relato do percurso do dia, gostaria de fazer algumas perguntas ao cidadão paulistano que está sempre atrasado com seus afazeres e precisa percorrer os trajetos do dia-a-dia da forma mais rápida e objetiva que existe: Você teria tempo disponível para percorrer e observar a cidade de São Paulo sem que um rumo fosse definido, simplesmente pelo prazer de pertencer a ela, ou o contrário, de saber que ela o pertence? Por conta disso, aproveitaria para absorver seus ensinamentos explorando todos os seus detalhes? Ou então, aproveitaria o seu percurso do dia-a-dia para conhecer um pouco mais da história da cidade?

Read the rest of this entry

Desbravadores de Sampa nos caminhos de São Miguel Paulista

Padrão

São Paulo, 4 de maio de 2014. Neste dia, nossa meta foi seguir em direção à zona leste de São Paulo objetivando atingir como destino São Miguel Paulista. Tínhamos 3 possibilidades de percurso que eram: partindo do metrô Tietê (pela marginal Tietê), da Sé (pela Celso Garcia) ou da Av. Ricardo Jafet (pela Vila Prudente). Escolhemos o terceiro percurso pois decidimos que já deveríamos ir direto ao ponto o quanto mais rápido: Adentrar à zona Leste de São Paulo.

Read the rest of this entry

Feriado do 1º de maio no divã da terapeuta rua

Padrão

O dia é 1º de Maio, uma data diferenciada aos trabalhadores pois marca uma conquista histórica nos direitos da classe proletarizada e, como forma de comemorá-la, foi instituído à ela um feriado mundial.

Normalmente, o feriado é um dia usado para se descansar, curtir a família e tantos outros programas. Isto se decide de acordo com o gosto e a preferência de cada um. No meu caso, minha atitude é acordar cedo como de costume, fazer minha corrida e conversar com minha grande amiga “terapeuta”: a rua (slogan usado de forma inteligente em um vídeo da marca “Puma”). Confira abaixo

 

Read the rest of this entry

Os motivos pelos quais não podemos reclamar das enchentes em São Paulo

Padrão

Este post não tem relação direta com corrida e desbravamento da história e geografia de São Paulo, mas sim, com as escolhas que lá atrás foram tomadas para que tivéssemos a cidade que temos hoje.

A cidade possui uma grande bacia hidrográfica que não se resume unicamente nos rios que podemos ver, como Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. Praticamente sob cada grande avenida existem rios que, outrora, foram considerados como áreas de lazer e traziam alimentos aos moradores. A cidade cresceu às margens do Tamanduateí e Anhangabaú, que, naquele momento, serviam como base para o deslocamento principalmente para o transporte de mercadorias na região central da cidade.

Até que, em determinado momento, mais precisamente em 1938 com a nomeação de Prestes Maia como prefeito da cidade, ficou decidido que a maioria dos rios deveria ser canalizado e utilizado para 2 importantes fins:

•  como descarte dos dejetos industriais e residenciais: os esgotos.
•  como base para a construção de avenidas largas como as áreas de várzeas.

Tudo isso em nome do progresso chamado “estruturação da cidade para deslocamento individual sobre veículos motorizados”. Enfim, sem mais delongas, veja e entenda os motivos pelos quais não podemos reclamar das enchentes na cidade.

Em direção à letra N da bússola

Padrão
Viaduto Santa Ifigênia (km 9,5)

Viaduto Santa Ifigênia (km 9,5)

Era um domingo, 6 de abril, dia de mais um desbravamento de Sampa. Um dia antes, havia encontrado o grande amigo Jefferson Thosi, quando papeamos de tudo: de business a religião.  Decidimos que deveríamos continuar a conversa no dia seguinte e, então, teríamos que escolher entre duas possibilidades: Boteco ou pé na rua. Sem muito o que pensar, no dia seguinte às 7h, decidimos o rumo: Vamos até à zona norte de São Paulo. Perfeito. Como estávamos no bairro da Saúde, a única certeza que tínhamos era que precisaríamos passar pelo centro da cidade. E lá fomos nós.

 

Read the rest of this entry

Congonhas x Ponte Estaiada x Ibirapuera

Padrão
Hugo & ponte estaiada

Hugo & ponte estaiada

Eis aqui o primeiro post adequado aos novos moldes do grupo “Desbravadores de Sampa”. Hoje, será mostrada uma corrida de 21km cujo objetivo era sair da região da Saúde, passar pelo aeroporto de Congonhas e Ponte Estaiada e finalizar no Ibirapuera. Mas como? Qual o trajeto? Tudo foi espontâneo, criado na hora.

São Paulo, 9 de março de 2014. Eram 7h30, o sol dava sinais que seria um grande companheiro durante esta corrida. Depois de um belo banho de protetor solar, vamos nós para esta nova empreitada. Celularzinho com GPS, R$20 e 2 géis de carbohidrato seriam os meus apoios para emergências.

Read the rest of this entry