Corrida com obstáculos nas calçadas paulistanas

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O Desbravadores de Sampa é um local disponível para que pessoas que apreciam a cidade de São Paulo e corridas de rua possam relatar suas impressões sobre os percursos realizados. O objetivo desta idéia é aliar o útil ao agradável, ou percorrer a cidade conhecendo seus aspectos históricos utilizando as próprias pernas como veículo. Depois de realizar o percurso, utiliza-se a plataforma virtual do Desbravadores para demonstrar os pontos positivos e negativos de cada desbravamento. E é justamente sobre os pontos negativos que será abordado hoje: Em todos os desbravamentos realizados, os pontos negativos são quase sempre relativos às condições das calçadas. Como todos sabem, exceto na Av. Paulista e em algumas outras raras localizações, a realidade das calçadas paulistanas é dígna de terror.

Calçada da Brigadeiro Luís Antônio

Calçada da Brigadeiro Luís Antônio

No desbravamento “Em direção à letra N da bússola“, foi detectada uma das situações mais inusitadas envolvendo o descaso com os pedestres: Na avenida do Estado, há um cruzamento com as linhas da CPTM através de uma ponte. O nível da avenida foi rebaixado, mas o das calçadas, não. Para que o pedestre possa passar por ali, precisa utilizar um filete de aproximadamente 50 cm de largura. Pouco depois, ainda na avenida do Estado, a calçada desaparece completamente, ou melhor, nesta área ela é particular. Está num nível bem abaixo do da rua e serve como quintal para as casas da região. E para caminhar por ali é necessário equilibrar-se no meio fio, a poucos cm da primeira faixa de rolagem da avenida.

Já no desbravamento “Nos caminhos de São Miguel“, foi encontrada calçada com escadas (próximo à igreja da Pinha) e outras totalmente impraticáveis na Av. São Miguel, acessibilidade zero.

O descaso com os pedestres é uma realidade histórica da cidade de São Paulo. É fato que a cidade foi projetada para privilegiar a utilização de carros que, inclusive, é um dos motivos para o soterramento dos córregos e rios e descarte de esgoto diretamente dentro deles (esta história desbravaremos futuramente).

Segundo a Prefeitura da cidade de São Paulo, a responsabilidade pela conservação das calçadas é do proprietário do estabelecimento residencial ou comercial por onde ela passa. Já Código de Trânsito Brasileiro, considera as calçadas vias públicas, tornando-as independentes dos estabelecimentos à sua frente. Tal desacordo talvez possa ajudar a explicar a situação atual das calçadas paulistanas.

Por HL. Peroni, Desbravadores de Sampa

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