Com ou sem música, eis a questão.

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Entre as coisas mais prazerosas da vida está a de ter a alma contemplada com uma bela e motivadora canção. Quando se está praticando uma atividade cuja motivação da canção influencia no seu desempenho, melhor ainda. No caso das corridas de rua, utilizar aparelhos portáteis para que se escute músicas durante sua realização é uma solução que bastante gente tem utilizado pois elas ajudariam a amenizar as dores proporcionadas pelo desgaste físico, motivariam o aumento do ritmo e serviriam como companheiras ou simples distração. Mas será que correr utilizando fones de ouvido seria assim tão benéfico aos esportistas? A resposta para este questionamento é “depende“ e ela será desbravada por aqui hoje.

Ouvir a música predileta enquanto se realiza uma tarefa física pode influenciar positivamente no resultado e tempo de sua realização, dependendo do grau de concentração que ela exige. Pesquisadores do The Music Research Foundation chegaram à conclusão que a música é registrada na parte do cérebro em que é estimulado pelas emoções, tornando-se superior aos centros cerebrais que lidam com a razão e inteligência. Então estímulos hormonais são liberados para que o corpo realize a tarefa mais rapidamente sem tomar alguns cuidados que garantiriam uma experiência sem a ocorrência de problemas.

Desta forma, em treinos específicos, utilizar um ritmo musical que a pessoa goste, influenciará no desempenho e a ajudará a melhorar seus resultados. Mas é preciso que o ambiente seja favorável a isto. Treinar em parques ou esteiras oferecem condições de segurança perfeitas para a sua prática. Mas na rua isso pode ser perigoso.

Uma corrida livre, como a que os Desbravadores de Sampa pratica, ou seja, sem que as ruas do percurso sejam fechadas como acontecem em eventos esportivos, a utilização do fone de ouvido não é recomendada pois atrapalha a concentração do atleta. Correr livremente pelas ruas necessita de atenção total e é preciso que todos os sentidos estejam totalmente aguçados. Além do quê, a proposta dos Desbravadores é correr, sentir o ambiente e dialogar com outros participantes.

Há pouco tempo, uma regra estipulada no regulamento da Maratona de Curitiba de 2014 gerou um certo desconforto para os atletas que a realizariam e movimentou as redes sociais ao dizer, em sua íntegra, que “É proibido correr de fone de ouvido.“ Imagina-se que o motivo da proibição possa ser o fato de que ouvir música por um período superior a quatro horas poderia trazer riscos à saúde. Em um artigo publicado no Webrun, o musicoterapeuta Raul Brabo afirma que em provas de longas durações como as maratonas, é preciso que os fones de ouvido sejam retirados periodicamente para que possa haver entrada de ar que garantiria a lubrificação dos canais auditivos.

Portanto, existem prós e contras sobre a utilização da música durante corridas de rua. Em suma, é indicado para a realização de treinos específicos e competições de curtas durações mas não nas ruas ou em competições acima de 4 horas. Mas apenas para desempatar a peleja: O som produzido pelo seu próprio corpo durante uma corrida pode ser, ele mesmo, uma bela canção motivadora.

Por H.L. Peroni, Desbravadores de Sampa

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