Desbravadores de Sampa nos caminhos de São Miguel Paulista

Padrão

São Paulo, 4 de maio de 2014. Neste dia, nossa meta foi seguir em direção à zona leste de São Paulo objetivando atingir como destino São Miguel Paulista. Tínhamos 3 possibilidades de percurso que eram: partindo do metrô Tietê (pela marginal Tietê), da Sé (pela Celso Garcia) ou da Av. Ricardo Jafet (pela Vila Prudente). Escolhemos o terceiro percurso pois decidimos que já deveríamos ir direto ao ponto o quanto mais rápido: Adentrar à zona Leste de São Paulo.

 

Me acompanhou nesta corrida o camarada e um dos idealizadores e apoiadores do novo formato dos Desbravadores de Sampa, Jefferson Thosi. A princípio, sabíamos que rodaríamos acima de 30 km, mas não imaginavamos que 20 deles seriam bastante irregulares, cheios de longas subidas e descidas. Logo no início, decidimos acessar à Av. do Cursino pela Rua General Chagas Santos. Foi nossa primeira experiência com as “pirambeiras”.

 

Chegando na Cursino, tudo perfeito. Calçadas largas, bem cuidadas, pouco trânsito e bastante descanso em sua plana altimetria.

 

Ao final da Cursino, nossa meta era atingir a estação Sacomã do metrô a partir de onde entraríamos definitivamente na Zona Leste de São Paulo. Até o momento, o percurso estava relativamente fácil e o diálogo, indispensável nas corridas, tornava o ambiente ainda mais leve. Aliás, correr, observar e desbravar regiões que até então considerávamos inacessíveis é ótimo. Mas quando tudo isso é somado à troca de ideias é ainda melhor. E este tem se tornado uma das filosofias dos desbravadores de Sampa: Corrida por São Paulo com conteúdo.

Voltando ao desbravamento. Passando pelo Sacomã, nos dirigimos à Rua do Grito e seguimos até à Avenida das Juntas Provisórias (A rua do Grito é uma homenagem ao grito de independência do Brasil. Aliás, várias ruas do bairro do Ipiranga fazem homenagem a passagens e personagens da independência do Brasil).

 

 

A partir de agora, nosso objetivo era passar por um dos lugares mais legais do desbravamento. Chegaríamos à belíssima estação suspensa do Tamanduateí e, através dela, atravessaríamos as linhas da CPTM. No desbravamento 2 (desbravando a linha verde do metrô da vila Madalena à Vila Prudente), passamos por este local. Confira o vídeo clicando aqui.

 

Já entrando na Vila Prudente, cruzamos com a triste avenida do Estado. Em seu centro encontra-se o canal do rio Tamanduateí. Mais um dos muitos rios mortos da cidade de São Paulo. Durante o Percurso, eu e Jefferson conversamos sobre os motivos pelos quais os rios de São Paulo foram condenados à fedorenta e cabal morte. Mais detalhes sobre o assunto, confira neste post

 

Ah, finalmente encontrávamos em nosso percurso um local de refúgio, onde a natureza insiste em resistir. Trata-se da Praça Brejetuba que fica no cruzamento da rua Igaratá com a Amparo na Vila Prudente. É uma bela praça, arborizada e com o único som ambiente orquestrado pelos bem-te-vis. Esta praça é praticamente um oásis em meio ao deserto caótico das avenidas do Estado e Anhaia Mello.

 

Sabíamos que nossa missão ainda estava longe de ser completada e que ainda teríamos que passar por lugares quase que exclusivamente destinados a carros. Víamos que ao adentrar a Anhaia Mello em direção à Salim Farah Maluf, o ambiente se tornaria praticamente inóspito, dada a grande presença de veículos, concreto e asfalto. Por ser um domingo matinal, ao menos a quantidade de veículos era relativamente pequena. Dentro da avenida Anhaia, o monotrilho que vai da vila prudente à Cidade Tiradentes nos deu o ar da graça.

 

Salim Farah Maluf, uma das avenidas mais perigosas e movimentadas da cidade. Apesar disso, via-se verde em suas laterais e em parte dos canteiros centrais o que, de certa forma, a humanizam e tornam a passagem por ali mais agradável.

 

Depois de 15 km percorridos, entrávamos na Celso Garcia. Correríamos por ela por cerca de 4km até que atingíssemos a belíssima Igreja da Penha. Neste momento já havíamos experimentado muitos quilômetros de subidas, mas nada como a última antes da chegada à igreja. Essa talvez tenha sido a mais desafiadora do percurso.

 

Quando chegamos à altíssima igreja da Penha, tínhamos a impressão que estaríamos no ponto mais alto do percurso. A propósito, como é bela a vista daquela região. Este bairro surgiu a partir da construção da igreja no século XVI denominada “Paróquia de NS da Penha de França“. 3 séculos mais tarde, o bairro se tornou referência por abrigar uma grande diversidade religiosa a partir da construção de vários templos.

Continuando o percurso, entramos então na parte final do desbravamento através de seus 12 últimos quilômetros. Não que isso significasse algo a se comemorar já que esse trecho foi realizado numa região bastante ondulada com grandes descidas e subidas maiores ainda. Trata-se do conjunto de vias formados pelas avenidas Amador Bueno da Veiga e São Miguel.

 

Tiquatira. Que lugar delicioso. Precisamos um dia explorar este parque linear que margeia o córrego Tiquatira, no coração do bairro da Penha. Atualmente, nos canteiros centrais da avenida Carvalho Pinto, aos domingos são instaladas ali a ciclofaixa de lazer. Segundo o site oficial da Ciclofaixa de lazer o percurso tem aproximadamente 14km e vai do metrô Artur Alvim à avenida Cangaíba. Ou seja, além de bastante arborizado, ainda há a segurança. Exploremos esta região!

 

Seguindo pela Avenida São Miguel, o cansaço dominava nossos ânimos e o sol acalorava nossas idéias. Já não conseguíamos complementar nossos argumentos durante a conversa e tão menos encarar a subida com a mesma voracidade de antes.

 

A cada passo que dávamos, ficava a esperança de que estação São Miguel se aproximasse. Mas o Jefferson jogou aquele delicioso balde de água fria. Estávamos no km 25. Segundo nossos cálculos ainda faltariam 6

 

Finalmente, depois de 31km rodados, chegávamos em nosso destino. A capela de São Miguel Arcanjo anunciava a praça do forró e a estação de São Miguel Paulista. E não poderíamos terminar o percurso de forma melhor. A praça é linda, bastante arborizada, um verdadeiro refúgio no coração do bairro de São Miguel.

 

Vídeo da chegada em São Miguel Paulista

 

 

Conclusões:
Pontos positivos: Percorrer um trajeto de 31km não é nada fácil. Mas com uma boa companhia e observando os detalhes da cidade a situação tende a se amenizar. Um detalhe interessante deste percurso é que em alguns postos de gasolina notamos a presença de bebedouros de água. Paramos em vários para comprar uma garrafinha mas tivemos esta agradável surpresa. Além de tudo, passamos por regiões surpreendentemente muito bem arborizadas como alguns trechos da avenida Salim Farah Maluf.

 

Pontos negativos: Pelo segundo percurso consecutivo presenciamos a ocorrência de acidente de trânsito. Desta vez havia um carro tombado em decorrência de uma batida lateral em um cruzamento da avenida São Miguel. De fato, correr pelas ruas da cidade num domingo de manhã a atenção precisa ser redobrada pois, apesar do pouco movimento, alguns dos poucos motoristas aproveitam para acelerar. Algumas vezes, influenciados pela noitada anterior. Além disso, como em todos os desbravamentos, constatamos a presença de calçadas totalmente desestruturadas para a utilização.

 

Dados
Distância: 30.88km
Desbravadores: Hugo Peroni e Jefferson Thosi
Tempo percorrido: 3h15’14”
Ritmo: 6:19 min/km
Mais detalhes, clique aqui.

Anúncios

One response »

  1. de Vitor para Hugo: genial este formato de apresentação de DESBRAVANDO SAMPA! Parabéns! Merece bns patrocinadores!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s