Congonhas x Ponte Estaiada x Ibirapuera

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Hugo & ponte estaiada

Hugo & ponte estaiada

Eis aqui o primeiro post adequado aos novos moldes do grupo “Desbravadores de Sampa”. Hoje, será mostrada uma corrida de 21km cujo objetivo era sair da região da Saúde, passar pelo aeroporto de Congonhas e Ponte Estaiada e finalizar no Ibirapuera. Mas como? Qual o trajeto? Tudo foi espontâneo, criado na hora.

São Paulo, 9 de março de 2014. Eram 7h30, o sol dava sinais que seria um grande companheiro durante esta corrida. Depois de um belo banho de protetor solar, vamos nós para esta nova empreitada. Celularzinho com GPS, R$20 e 2 géis de carbohidrato seriam os meus apoios para emergências.

Saindo pela avenida Jabaquara, observo uma rara cena para a atualidade: A avenida estava absolutamente vazia, sem as tradicionais filas de odiosas buzinas gritantes.

Segui então em direção à Av. Pedro Bueno pois sabia que era o caminho mais rápido até a área de embarque e desembarque do aeroporto de Congonhas. Sabia das suas dificuldades pois a cabeceira do aeroporto encontra-se junto à uma grande baixada da avenida e depois teria que encarar uma subida de mais de 1km. Mas não havia o que temer. Bastava manter um ritmo tranquilo que conseguiria encarar esta adversidade.

Porem, pouco antes de chegar no ponto mais baixo da avenida, me deparei com uma bela imagem que se repetiria diversas vezes durante o desbravamento: Uma gigante árvore denominada “falsa seringueira” formava dois túneis na avenida, um para cada lado, como se moldasse a área por onde os automotores passariam.

Chegando na cabeceira do aeroporto, me deparo com uma imagem já esperada. O pouso de um gigante.

Finalizando a grande subida da Pedro Bueno, enfim, cheguei na avenida Washington Luís, onde me acompanharia no trajeto até à área de embarque e desembarque do aeroporto, as obras do monotrilho.

Finalmente, depois de 5 km percorridos, cheguei à Praça Cmte. Lineu Gomes onde se encontra a área de embarque e desembarque do aeroporto. Minha intenção era passar por essa área e depois atravessar a passarela de acesso ao aeroporto e, então, seguir em direção à Av. Santo Amaro.

Passado o aeroporto, cerca de 300 metros depois, tive a bela sensação de ter entrado em uma tranquila cidade do interior. Acabava de entrar no Campo Belo, um dos bairros mais arborizados da cidade. Veja e escute a deliciosa Avenida da Invernada.

Dali por diante, mais precisamente a partir do km 8, estaria de volta à realidade paulistana: Largas avenidas, barulho, poluição. Entrei na Santo Amaro e segui até a Roberto Marinho e, de lá, até à Chucri Zaidan.

Após contornar o prédio da Globo, finalmente entraria na Marginal Pinheiros e atingiria meu segundo checkpoint da corrida: A ponte estaiada.

Até então, eu havia passado duas vezes por essa região. A primeira foi a trabalho. Usei o transporte coletivo e devo ter demorado intermináveis 40 minutos entre a Paulista e a Região. A segunda vez eu fui de bike. Apesar da deliciosa sensação do vento no rosto, os 45 minutos de deslocamento até lá também foram maçantes pois talvez  a velocidade me impedira de apreciar. Na terceira vez, depois de 1h15 correndo, devagar, apreciando cada detalhe por onde passava, a impressão que tive foi que havia chegado em bem menos tempo do que se tivesse ido das outras duas formas.

A partir deste momento, precisos 11km percorridos, era hora então da hidratação. Sabia que logo ali à frente me depararia com o Parque do Povo. Não imaginava que teria que rodar mais 4km para chegar até lá, mas a observação dos belos prédios entre a marginal e a Berrini aliviaram a minha sede por água e por admiração à arquitetura contemporânea.

Enfim, parque do Povo. Apesar de aparentemente jovem já que ainda possui pequenas árvores, é um belo oasis em meio ao deserto urbano que o circunda.

Saindo do parque, após percorrer 16km, sabia que estava no trecho final do desbravamento e meu objetivo agora era chegar no Ibirapuera. Como não conheço tão bem a região, fui conversando com moradores e pedestres que me indicaram seguir pela Horário Lafer, até à avenida Faria Lima, e de lá para a Jk e Brigadeiro Luis Antônio até a praça Dia do Senhor, a partir de onde, enfim, entraria no Ibirapuera.

Agora sim, sabia que havia cumprido minha missão. Não sabia exatamente quanto tinha percorrido, mas sabia que havia chegado no fim. Decidi checar o celular e vi que havia completado 20km. Então decidi esticar mais um pouquinho até atingir os 21km, a meia maratona.

Enfim, depois de 21km de corrida, chego ao fim do desbravamento. Decidi atravessar a área descampada do Ibirapuera, afinal, desbravamento exige percursos diferentes do tradicional!. Veja como foi a chegada deste desbravamento.

 

 

Conclusões:
Pontos positivos: Correr em São Paulo é maravilhoso. Correr observando a cidade, então, é melhor ainda. Estar em São Paulo no domingo pela manhã é ótimo pois a frenese da pressa que causa poluição, estresse e acaba com os espaços livres, não existe. O bom deste percurso é que passei por muitas áreas verdes e áreas para hidratação gratuítas, como os parques do povo e Ibirapuera. Haviam também diversas padarias e bares que poderiam ser utilizados como pontos de hidratação também.

Pontos negativos: Como sempre, a falta de cuidado do poder público com os pedestres é o que mais causou problemas. Muitas calçadas sem as mínimas condições de uso. Em alguns pontos, a urbanidade invadiu o espaço de árvores que muito provavelmente já estariam no local muito antes da tomada de espaços. Então, em ordem de prioridades, primeiro traçaram as propriedades privadas, depois as ruas e avenidas e por último, as calçadas. Só que exatamente no espaço das calçadas encontravam-se grandes árvores. Assim, este problema já deve vir se arrastando há muitos anos e é bem provável que jamais serão solucionados. Abaixo, fotos de pontos críticos.

Dados
Distância: 21.1km
Desbravador: Hugo Peroni
Tempo percorrido: 2h2’59”
Pausa: 10’33”
Ritmo: 5:49 min/km
Mais detalhes, clique aqui.

 

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2 responses »

  1. Parabéns Hugo, ficou muito interessante este novo modelo de desbravamento, muito mais objetivo e informativo.

    • Grande Jeff! Boa parte disso é graças às conversas que tivemos. É uma brincadeira ou algo sério? Ainda não saberia responder. Mas vamos argumentando e enchendo de conteúdos para ver no que dá. Nessa semana ainda compartilho a corrida do fim de semana!

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